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21/11/2025 - Quatro moradores de Rolim de Moura procuraram a UNISP após caírem em golpes distintos aplicados pela internet. Os casos, registrados nos últimos dias, somam um prejuízo total de R$ 76.500, envolvendo desde falsas negociações de imóveis até vendas de veículos e peças automotivas. 1º Golpe – Venda de Casa: Prejuízo de R$ 25 mil Uma mulher colocou sua casa à venda em um site de compra e venda quando foi procurada por um homem identificado como Argemiro, interessado no imóvel.
Ele afirmou que repassaria a casa como pagamento de uma dívida com um engenheiro e que outras pessoas iriam visitar o imóvel. Durante a semana, diversas pessoas foram ao local, o que deu credibilidade ao suposto negócio. Em seguida, o golpista pediu a cópia da escritura da casa, que a proprietária enviou sem imaginar tratar-se de um golpe. Ele também solicitou que ela retirasse o anúncio do ar. Dias depois, a mulher desconfiou e, ao chegar à UNISP, encontrou outra vítima de Argemiro: um homem que acreditava ter comprado a casa e já havia pago R$ 25 mil ao golpista. Ele relatou que não desconfiou, pois Argemiro havia enviado cópia da escritura e um contrato de compra e venda em nome de ambos. Só após o pagamento percebeu que havia sido enganado.
2º Golpe – Falsa Negociação de VW Gol: Prejuízo de R$ 19 mil Outro morador anunciou um VW Gol para venda pela internet. Um golpista entrou em contato, demonstrou interesse e afirmou que enviaria alguém para ver o veículo. Ele ainda pediu que o vendedor não comentasse valores com o suposto comprador — mesma estratégia usada com a vítima que iria ver o carro. A credulidade das vítimas permitiu que o golpista conduzisse a negociação sozinho. A pessoa que acreditava estar comprando o carro efetuou dois pagamentos: R$ 10 mil em uma conta e R$ 9 mil em outra, totalizando R$ 19 mil. Após isso, percebeu que tinha sido enganada e registrou ocorrência.
3º Golpe – Venda de Fiat Siena com Cheque Sem Fundo: Prejuízo de R$ 30 mil No terceiro caso, um homem foi até a casa da vítima ver um veículo Fiat Siena. Após aprovar o carro, o golpista pediu que fosse feita uma procuração para facilitar a transferência. Ele afirmou que quem pagaria os R$ 30 mil seria seu pai, que reside em Novo Horizonte D’Oeste. A vítima recebeu no extrato o crédito do valor, mas não verificou se o depósito havia sido efetivado. Após entregar o carro, somente dias depois descobriu que o valor não havia sido liberado, pois tratava-se de um cheque sem fundo. Ao perceber o golpe, procurou imediatamente a polícia. 4º Golpe – Compra de Peças Automotivas: Prejuízo de R$ 2.500 A última vítima buscava peças de veículo pela internet e encontrou um anúncio com preço muito abaixo do mercado. O suposto vendedor garantiu que conseguiria valores ainda melhores.
A vítima confiou e fez o pagamento de R$ 2.500. Após isso, perdeu contato com o golpista, não recebeu as peças e nem o dinheiro de volta. Todos os casos foram registrados na delegacia e estão sendo investigados pela Polícia Civil. As autoridades reforçam a orientação para que compradores e vendedores evitem negociações fora de plataformas confiáveis, desconfiem de preços muito abaixo do mercado e nunca façam pagamentos sem confirmar a autenticidade da transação.
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